Palestra “O exercício da autoridade no Século XXI”

 A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região – EJUD2 – convida os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região para a Palestra “O exercício da autoridade no Século XXI”.

O evento realizar-se-á dia 23 de fevereiro de 2016, terça-feira, das 17h30 às 19h45*, no auditório da EJud2, 10º andar, Bl. A, do Fórum Trabalhista Ruy Barbosa.

* Horário alterado para atender o ATO GP nº09/2016

Público Alvo: Magistrados do TRT da 2ª Região.

Vagas: 90 (noventa)

Palestrante: Psicanalista Judith Euchares Ricardo de Albuquerque

Carga Horária: 2,5 horas/aula

Ementa: A contemporaneidade alterou as formas das relações humanas ao apontar a perda do valor dos ideais. A autoridade do pai decaiu, como também sua função de interdição.

Se é da competência do pai mostrar o caminho, a contenção e o limite, no caso de seu fracasso, a sociedade não se ampara mais nas regras das tradições, se vê exposta aos excessos, se desorienta e recorre ao judiciário, em busca de amparo e apaziguamento. É na figura do magistrado, resquício de uma autoridade paterna atualmente declinada no social, que o homem pós-moderno coloca a expectativa de solução de seus conflitos. É comum ver o juiz atuar no sentido de traduzir elementos subjetivos contidos nas lides judiciais em linguagem jurídica; tarefa de dificílima execução.

Apesar de essencial, o lugar a ser ocupado pelo juiz é um lugar de enganos e de difícil sustentação, pois deve responder às demandas do lugar do Grande Outro, amparado pelo simbólico, mas ciente da fragilidade desse lugar. Lugar de alteridade, onde o sujeito juiz empresta seu corpo, mas sem se deixar com ele se confundir. Lugar alvo de variados afetos e expectativas.

No entanto, se o magistrado, no exercício de sua profissão, desconsiderar os embaraços trazidos pela subjetividade humana, correrá o risco de tentar resgatar, em nome da moralidade, a autoridade paterna declinada no social. Falará, então, por meio de um saber pleno, aplicado sobre o outro tomado como objeto, por acreditar ser possível, além de julgar, ensinar e controlar os excessos, apontando que talvez seja essa retidão a pior forma de perversão. É fundamental o questionamento sobre como exercer o papel de autoridade nos tempos atuais.

O filme “Os Miseráveis” do diretor Bille August, de 1998, estrelado por Liam Neeson, Geoffrey Rush, Uma Thurman e Claire Danes será utilizado como material prévio, importante para as discussões. É recomendado que os participantes assistam ao filme com antecedência.

 

Currículo da Palestrante:

Graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1987). Atualmente é Analista Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, Psicóloga Judicial- Psicanalista – Consultório de Psicanálise e Psicóloga. Tem experiência na área de Psicologia Judiciária, com ênfase em Psicanálise.

Inscrições gratuitas até o dia 22 de fevereiro de 2016 às 23h55min, ou enquanto houver vagas, condicionadas ao recebimento de confirmação pela Secretaria da Escola Judicial, no dia 23 de fevereiro de 2016 . Clique aqui.

 

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